O ex-governador Blairo Maggi, do Partido da República, desta vez garante: se eleito, cumprirá os oito anos e vai, definitivamente, se aposentar da carreira política. Jura de pés juntos. Dono de uma popularidade considerável – o que lhe assegura uma ampla vantagem na disputa eleitoral – o ex-governador republicano, no entanto, segue sendo entusiasta do envolvimento da classe empresarial no meio político como forma de “fazer as coisas acontecerem”.
Dono da maior fortuna entre os candidatos que disputam a eleição de outubro, Maggi tenta acabar com a pecha de que foi picado pela “mosca azul”, aquele inseto que transmite no sangue o desejo da política. A prova será dura: ao se eleger em 2002 ao Governo, garantiu que não seria candidato a reeleição, mas, acabou sendo e se reelegeu. Pouco antes de deixar o Governo para cumprir o acordo firmado com o PMDB de Silval Barbosa, jurou que estaria abandonando as urnas, mas... acabou voltando.
Maggi defendeu o estilo empresarial na gestão pública. Ele acredita que o desempenho empresarial permite “fazer com que as coisas aconteçam numa velocidade maior”. Segundo ele, “não tem tanto aquelas amarras políticas que tradicionalmente se tem” já que o empresário, em verdade, “não entra pra fazer uma carreira política”, ou seja, entra pra dar sua contribuição e ir embora”, diz, anunciando que o mandato de senador, se for eleito, será o último de sua vida.