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Economia
Matéria Nº 392  

08/03/2010 às 19:49
Investimento de R$ 2 bi da Ambev contempla Mato Grosso

VALOR ECONÔMICO


O diretor financeiro e de Relações com Investidores da AmBev, Nelson Jamel, confirmou investimentos da ordem de R$ 2 bilhões no Brasil este ano - o dobro do que foi investido em 2009 (sem incluir a verba de marketing) e o maior aporte da história da companhia. O presidente da AmBev, João Castro Neves, já tinha adiantado a previsão ao Valor no mês passado.

A cifra representa, segundo a AmBev a abertura de 22 mil postos de trabalho - 2 mil funcionários diretos, 10 mil indiretos e 10 mil trabalhadores de obras.

Com o montante, a empresa espera ampliar a capacidade produtiva em 13 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão e Amazonas. Em três fábricas, a expectativa é de dobrar a produção. Além disso, será construída uma nova fábrica, com inauguração prevista para 2011.

As obras já começaram em muitos estados. No Maranhão, segundo Jamel, está em andamento a construção de um novo centro de distribuição.

O diretor financeiro disse que a expectativa é de que, entre setembro e outubro deste ano, os investimentos no aumento da capacidade produtiva estejam finalizados, " para que a produção seja iniciada " . A companhia, de acordo com o executivo, tem por objetivo atender ao aumento da demanda esperado para o próximo verão.

Mas esses R$ 2 bilhões podem diminuir para um valor entre R$ R$ 1,3 bilhão a R$ 1,5 bilhão, caso haja aumento de carga tributária, segundo a companhia.

Segundo a própria empresa, os impostos pagos em 2009 subiram 15%. Jamel explicou que o reajuste dos preços praticados pela companhia em 2009 " não foi suficiente para compensar os tributos federais " . No ano, o reajuste foi de 4,5%. Ele também ressaltou que um terço do preço ao consumidor final se refere a tributos.

Uma vez que o aumento de impostos não foi integralmente repassado aos preços, o crescimento da receita líquida por hectolitro se limitou a 2,7% em 2009, abaixo da inflação do período.

Jamel afirmou que a AmBev e outras entidades do setor " estão em conversas com o governo " para a manutenção da carga tributária no patamar atual.

Em teleconferência a jornalistas, ele mencionou os benefícios fiscais criados pelo governo federal para combater a crise. " Vários setores foram beneficiados, como o automobilístico e o de construção " , disse. No entanto, enfatizou que a AmBev não quer isenção fiscal, " apenas manutenção".

" Mantida a carga nos níveis atuais, teremos todas as condições de investir cada vez mais em produção, inovação e, consequentemente, gerar empregos " , disse o diretor-financeiro.

Fonte: Primeira Hora


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